Pais e responsáveis de alunos da Escola Municipal Pedro Coelho de Resende, localizada na comunidade Baixa de Trás, zona rural do município de Cabeceiras do Piauí, denunciaram que a água consumida na instituição estaria contaminada por resíduos fecais. Diante do risco à saúde dos estudantes, a comunidade decidiu suspender o envio das crianças para a escola desde a última sexta-feira (26).

Segundo relatos dos moradores, a contaminação teria sido provocada pela construção de um poço próximo a antigas fossas. O equipamento foi perfurado pela prefeitura no ano passado e, ainda em 2024, testes já haviam apontado a presença de fezes na água. À época, o poço chegou a ser interditado. No entanto, pais afirmam que, na última semana, o fornecimento foi religado sem aviso prévio ou qualquer esclarecimento sobre uma possível descontaminação.
“Eles foram lá e religaram o poço para a escola usar sem comunicar aos pais e sem informar se houve algum procedimento de descontaminação. Não podemos aceitar esse risco para nossos filhos”, afirmou uma mãe de aluno em entrevista ao portal cidadeverde.com.
Desde o retorno das aulas, a escola deixou de utilizar a água fornecida por um morador da região — até então considerada segura — e voltou a utilizar a água do poço contaminado, o que causou revolta na comunidade escolar.
“Nós mães não aceitamos e não estamos levando nossos filhos para o colégio. Já mandamos ofício para o prefeito e o secretário de educação, mas eles não nos dão nenhuma posição. Só dizem que agora quem vai resolver o problema é a Águas do Piauí. Como é que ficam nossas crianças sem aula?”, questionou outra mãe.
A principal preocupação dos pais é com o consumo direto da água pelas crianças e seu uso no preparo da merenda escolar, o que poderia causar surtos de doenças. A comunidade pede uma solução imediata e cobra respostas das autoridades locais.
Até o momento, a Prefeitura de Cabeceiras do Piauí e a concessionária Águas do Piauí não se pronunciaram oficialmente sobre o caso.
