A Vara de Delitos de Organização Criminosa decidiu, em 2 de fevereiro de 2026, aceitar a denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornar réus João Paulo Melo de Carvalho e outros investigados por suposta participação em uma organização criminosa com atuação no Norte do Piauí.
Os acusados foram presos em 22 de outubro de 2025, durante operação do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (DENARC) realizada no município de Esperantina. Segundo a denúncia, o grupo teria atuado entre julho de 2023 e outubro de 2025 nas cidades de Teresina, Esperantina e Alto Longá.

De acordo com o Ministério Público, a organização era dividida em dois núcleos: um voltado ao tráfico de drogas e outro à lavagem de dinheiro. Cada integrante teria funções específicas dentro da estrutura criminosa.
A acusação sustenta que João Paulo Melo de Carvalho exercia papel de liderança no núcleo de tráfico, sendo responsável por autorizar a distribuição de entorpecentes e administrar os recursos obtidos com a atividade ilícita. Vania Larissa Ribeiro Pires atuaria no controle de pagamentos e transferências financeiras. Já Euclimar Alves da Silva seria encarregado pelo armazenamento das drogas, enquanto Nilson Oliveira Rebelo e Luis Fernando Falcão de Carvalho desempenhariam a função de venda e distribuição. Ronaldo Francisco de Oliveira Rosa, conforme a denúncia, ficaria responsável pela comercialização dos entorpecentes na cidade de Alto Longá.
No núcleo de lavagem de dinheiro, Bruna Patricia Moreira da Cruz e Marciano da Silva Gusmão são apontados como responsáveis por ocultar valores provenientes do tráfico, utilizando contas bancárias de terceiros, conforme indicam relatórios de inteligência financeira anexados ao processo.
Na decisão, o magistrado destacou a consistência dos elementos apresentados pelo Ministério Público e considerou a denúncia formalmente adequada, determinando o recebimento da ação penal e a abertura do processo contra os investigados.
