Um decreto assinado pelo prefeito de Campo Maior, João Félix, determinou a exoneração de todos os servidores ocupantes de cargos comissionados, de confiança e funções gratificadas no âmbito da administração municipal. A medida tem efeitos retroativos a 2 de janeiro de 2026 e preserva apenas os secretários municipais, o controlador, o procurador-geral, seus adjuntos e os casos amparados por estabilidade legal.

O ato administrativo estabelece ainda que qualquer nova admissão ficará condicionada à realização de recadastramento funcional e à autorização expressa do chefe do Poder Executivo. Na prática, o decreto centraliza o controle sobre quem ingressa ou permanece na estrutura administrativa da prefeitura.
Embora a gestão municipal não tenha detalhado oficialmente as motivações da decisão, dados públicos indicam que a Prefeitura de Campo Maior recebeu aproximadamente R$ 300 milhões apenas ao longo de 2025, o que relativiza argumentos de restrição orçamentária e amplia o debate sobre os reais objetivos da medida.
Entre servidores e lideranças locais, a interpretação predominante é de que a exoneração em massa funciona como um sinal claro de reorganização política, indicando que a permanência na máquina pública estaria condicionada ao alinhamento com o grupo político do prefeito.
Informações: EmFoco
